ESCOLA: AMBIENTE QUE SALVA...


                                
Minha reflexão é uma breve narrativa a cerca do papel da escola na salvação do ser.  (Professora Lúcia Martins)

Sou professora de línguasportuguesa e inglesa, ambas no exercício de função. Tenho acesso à realidade de alunos de escola pública e privada. Assim, inicio minha reflexão com a seguinte assertiva: Eu acredito na escola pública...  Acredito, pois meu presente é consequência do que a experiência no âmbito educacional público tem me gerado.
            Costumo dizer aos meus alunos que não importa o conflito pessoal e/ou social que estejamos vivendo: a saída é geralmente a escola. Pois é nela que as diferenças desaparecem, a partir das relações intersociais. Uma vez que, na escola temos a oportunidade de transformação gradual e, por conseguinte... Efetiva.
            É muito comum em minhas aulas de língua portuguesa a promoção de debates e seminários... Pois, dessa forma tenho a oportunidade de reforçar conceitos e/ou desmistificar estereótipos sociais. E para tanto uso, como principal ferramenta, minha autobiografia para que dessa forma meu discurso seja efetivo. Compartilho com eles a orfandade desde a tenra idade (cinco anos)... Narro dificuldades vividas e sofridas, na infância, na adolescência e a introspecção enquanto criança. Quando termino meu testemunho os conscientizo de que meu relato não fora para que eles se apiedassem de mim, mas para que se apropriassem da minha realidade e entendessem que somos; o que assim desejamos.  E para tanto, me apropriei de um discurso filosófico proferido do anjo vivo que me educara, meu pai de coração : Menina, tens a obrigação de ser 10 na escola! Porque és órfã, mulher, pobre e negra”

Minha trajetória fora sempre permeada por esse lema de choque de realidades, mas com uma força imensurável, responsável por ser quem sou: um ser humano realizado no exercício da profissão. Logo, comprometido com o saber. Nesse momento resgato a escola como principal ferramenta que servira de trampolim para execução de minhas metas. A escola foi, é, e sempre será, para mim, a salvação do ser fragmentado.  Agradeço, agradeço...Pois fora no ambiente escolar onde sempre encontrei forças, por meio do conhecimento, para me reinventar; enquanto ser fragmentado que somos. 

Quando entrei em uma sala de aula, numa rede publica estatal e descobri meu papel social, me tornei completa. 

Concluo minha narrativa, ratificando a importância de ser, e não, estar professora. Pois, nesse âmbito, ser e estar são verbos de ligação, mas dependendo da escolha do profissional ele: escravizará ou libertará, a si mesmo e/ou à outrem. Indubitavelmente, a educação na rede pública enfrenta sérios problemas que afetam e comprometem de forma direta o futuro de uma nação: a não valorização do professor, assim como a precariedade das escolas. Entretanto, o que me move enquanto mestre é ter a consciência do nosso papel na vida pessoal e social de um individuo.

Para alavancá-los a buscar e adquirir conhecimento, instigo-os com a seguinte fala: “aproveitem as oportunidades...Pois, no jogo da vida não há  brancos, nem negros, mulheres ou homens ... Existem seres humanos imbuídos do saber.”


 LÚCIA MARTINS

(Professora de letras – português / inglês)
E.E.F. MAL. EMILIO LUIZ MALLET, Rio Grande, RS



Àqueles que já participam do nosso Grupo Oficina do Verso.com e aos que não participam ainda, quero desejar um Feliz 2020 e pedir desculpas pela minha ausência, mas eu tenho trabalhado e estudado muito na elaboração e inscrição do nosso Projeto à Lei de Incentivo à Cultura Federal, e também trabalhado na captação de Patrocínio, para que o projeto aconteça com as ferramentas e com as ações propostas, se possível durante o ano de 2020. Mais do que o canal no Youtube, nosso Grupo no WhtasApp, que já está acontecendo, queremos discutir a importância da reflexão na nossa vida, na nossa formação. Discutir e trocar informações sobre o que lemos, assistimos e consumimos como cultura, principalmente na internet; e o que recebemos dos chamados “formadores de opinião”. Que tipo de produto cultural você lê, assiste e dá o seu exemplo quando assiste e nem percebe que está influenciando seu irmão (ã) mais novo, seu filho (a), seu sobrinho (a),seu afilhado(a)? Como você contribui com seu exemplo e o que você consome, de verdade? Vamos contribuir uns com os outros e formarmos uma comunidade que pensa e que lê?

Beijo no coração. Darcila Rodrigues, Facilitadora do Projeto Oficina do Verso.Com



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