"A ARTE PELA ARTE" – INTERLOCUÇÃO

Composição VI é uma pintura a óleo sobre tela realizada
 pelo artista russo Wassily Kandinsky em 1913

Prezada Poeta MR, lendo seu texto ¨A Arte Pela Arte¨ fui tomada pela amplitude do tema e inevitável foi a vontade de mergulhar no estudo desta proposta literária.

Entendo que a Arte se apodera do artista, não o contrário. Ele, o artista, seja das letras, da música, da pintura, do ato de representar, é muitas vezes polivalente em seu talento, e se torna especial aos nossos olhos por causa da capacidade de transfigurar o fato (palpável) e torná-lo abstrato e Belo. Quando o seu talento é genuíno, traz consigo a varinha de condão e se faz parir em fascínio, em magia. Ei-lo transfigurado em pura Arte.

Da forma como percebo a Arte, chamou-me a atenção o seu comentário ao pé do texto:¨Obs: Já pensou, um pintor, retratar em uma Tela uma Música, ou uma Poesia? ¨.
No que tange à pintura, na década de 1910 “o pintor Kandinsky desenvolveu seus primeiros estudos não figurativos – sendo por isso considerado o primeiro pintor ocidental a produzir uma tela abstrata. Algumas das suas obras dessa época mostram a influência dos verões que Kandinsky passava em Murnau, notando-se um recente abstracionismo as suas paisagens. Outra influência nas suas pinturas foi a música do compositor Arnold Schonberg.”.
Na música, no século XIX, Debussy foi vítima do equívoco de ser considerado autor de uma música 'literária' e 'pictórica', por causa de suas ligações com a poesia simbolista e com o Impressionismo nas artes plásticas.”. Sua inovação foi, entretanto, de ordem musical, e é em termos musicais que a sua obra passou depois a ser compreendida.

Impressionismo: “O impressionismo de Debussy residiria no caráter fluido e vago de seus sutis joguinhos harmônicos, em que a melodia parecia dissolver-se. Mas essa fluidez era na aparência, como depois se viu. A melodia não se dissolveu propriamente, mas libertou-se dos cânones tradicionais, das repetições e das cadências rítmicas. Debussy não seguiu também as regras da harmonia clássica: deu uma importância excepcional aos acordes isolados, aos timbres, às pausas (o uso do silêncio na música), ao contraste entre os registros. Trouxe uma nova concepção de construção musical, que se acentuou na sua última fase. Por isso foi incompreendido. O que não lhe desagradaria, pois ele mesmo propôs, certa vez, a criação de uma 'sociedade de esoterismo musical'. E, em várias das suas composições “ele desenvolve uma linha simples melódica por cima da mão que fica repetindo o acompanhamento nas mesmas notas, causando […] a impressão de [se] estar voando, planando lentamente, com o acompanhamento da música”, sem linhas (melódicas),(as ondas) nítidas, tal como na pintura”.

Seu texto se faz importante para desenvolvermos os nossos estudos e ampliarmos, através da troca de informações, o conceito sobre a Arte, pois sua amplitude é de difícil análise e não se aplica ao superficial, ao contrário, instiga-nos a pensar sobre a sua importância e como ao longo dos séculos exerce influência cultural, social e histórica.

Desejo que a Arte renasça em nós a cada dia...
Darcila Rodrigues 



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