Teoria Literária - PUREZA DA POÉTICA


Em verdade, através da Poesia imolamo-nos cristicamente. Um dentro do outro – no ventre do universo – em absoluto estado de pureza. E a emoção é a natural vertente. Decorre das mais inocentes dores do mundo ou em seu oposto de pequenez, maldades e perversão, e percorrem o mesmo rosto: lágrimas de paixão, alegria, indignação. De súbito, o nada previsto, anônimo e tirano... Aquelas vertigens que só os poetas percebem, sentem e estão conectados. E elas, por si próprias, instigam o mergulho no poço dos infernos de cada um para lavrar sua certidão de nascimento...

   Joaquim Moncks
– Do livro O PAVIO DA PALAVRA, 2015/16.
http://www.recantodasletras.com.br/prosapoetica/5648791



DA VERACIDADE DA OBRA POÉTICA



Creio que nunca saberemos da veracidade do texto poético, porque ela não existe fora da cabeça do autor. Por tratar-se de linguagem codificada, o poema esteticamente trabalhado fica órfão do seu primeiro momento, a inspiração. Entretanto, coexistirá a (sua) maneira  no receptor, até que renasça na metáfora do poeta grávido de Poesia. 

Darcila Rodrigues 





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