Escola: um outro mundo é possível se a gente quiser... Parte II

Quando ultrapassei o portão da escola Emílio Mallet procurei pela alegria de há 36 anos. Por alguns segundos senti medo do que encontraria lá dentro: buscava avistar os jardins, a horta, a quadra de basquete, o campo de futebol. Onde estavam o colorido das flores, o cheiro de jasmim, o som dos apitos dos professores de educação física e o quicar da bola de basquete?
Do hall de entrada logo avistei a sala dos “profes” . Incrível como guardamos nítidas as lembranças e não nos damos conta do tempo passado. Lentamente, caminhei por aquele lugar de descobertas, de construção e vínculos de amizades, onde aprendíamos a importância de praticar esportes, do trabalho em grupo, o valor da leitura e de se ter por perto uma biblioteca. A relevância da profissão do professor e sua influência em nossas vidas.
O muro da escola visto da rua.

Não contive as lágrimas e a tristeza por ver a E.M. em estado de abandono.


O teatro de arena, no interior da escola: mato e abandono.
Os alunos nem sabiam o que havia sido um dia:
 um lugar de manifestações culturais e alegria
A fachada da escola

O campo de futebol e a quadra de basquete
A biblioteca:vazia, poucos livros, computadores obsoletos
Parte do  antigo jardim


O pátio da escola
Me perguntei: como falar de Poesia num ambiente tão triste?  Porém, lá dentro muitas surpresas e mais uma vez a escola Emílio Mallet foi palco para a esperança em dias melhores e a construção de um melhor amanhã. O relato de  duas professoras e alunos, a vontade de cuidar da escola e de alçar voos rumo ao novo, estampavam os olhos daqueles meninos e meninas.  Acompanhe aqui, na parte III, a continuação do relato sobre a minha visita para palestra na escola Emílio Mallet em Rio Grande, RS e os vídeos com alguns depoimentos emocionantes.


Por: Darcila Rodrigues

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