Passeio Poético: Plantão Lunar

Mara Pittaluga (*)

Mara Pitaluga, a poeta fluminense que reside em Itaara, RS, em  seu mais recente livro Plantão Lunar, desnuda-se dos pudores da forma. Brinca e passeia com a Lua em intimidades. Sua alma adolescente e feliz imprime  a proposta de ser livre em seus versos. Escolheu planar na metáfora e corajosamente mostra-se por inteiro.

Dona de um lirismo amoroso explícito, neste aspecto, não subverteu a palavra, preferiu expor seus sentimentos e valores em prol de sua obra, que se confunde com sua essência: translúcida, sonhadora, boêmia, louca-apaixonada e sedenta de horizontes. Conduz-nos à viagem de sonhos e prazeres, com versos amorosos e de esperança. 

Num momento social, econômico e político em que necessitamos  de repouso para o nosso espírito, sairmos do lugar comum, pois como disse o grande Charles Chaplin: “Você nunca achará o arco-íris, se estiver olhando para baixo”; Mara nos concede com a obra  uma pausa para contemplar a Lua. Afinal, esta é, também, a missão do poeta: nos raptar do ¨plano real¨.

Sobre a esperança em dias melhores, uma vida mais justa e digna, a proposta de Mara Pittaluga emerge quando diz: “De grão/Em grão/ A construção do pão/ A terra fértil / Que germina/ As sementes/ E o sabor/ De todas/ As manhãs – em O SABOR DAS MANHÃS” e curiosamente, quanto ao tema proposto ela arriscou-se na metáfora.

Juntemo-nos a nossa amiga poeta Mara Pittaluga nesse flerte Lunar, por entre nuvens doces e coloridas, num inesperado céu de brigadeiro iluminado pela Lua.

Mara Pittaluga é membro da  Academia Alpas 21 de Cruz alta, RS.

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Por: Darcila Rodrigues


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