O NOVO NA ACADEMIA RIO-GRANDENSE DE LETRAS

A perspectiva do novo na Academia Rio-Grandense de Letras 

Joaquim Moncks com Sergio Borja e Avelino Collet, que lhe entrega o diploma da ARL.

Com a característica da confraternidade e da valorização do talento poético e literário, Joaquim Moncks assumiu em 28 de agosto a cadeira de número 19, na patronímica de João Cezimbra Jacques na Academia Rio-Grandense de Letras.
A frente de diversas entidades do Associativismo Cultural, o poeta e crítico literário define a poesia como a sua amante de quarenta anos a qual se dedica em tempo integral.

O ¨Poetinha¨ tem sempre um olhar voltado ao novo e não mede esforços em apoiar e orientar os aspirantes a poetas.  Uma forma de ser nada convencional no meio literário. O que faz de Joaquim Moncks não apenas um ¨fingidor¨, mas um líder cultural que faz de seus leitores, admiradores e aprendizes, amigos e seguidores inseparáveis. Em seu discurso sempre há um apelo à igualdade, fraternidade e liberdade. Há uma fruição na palavra de Joaquim Moncks, seja na prosa ou na poesia. Um ser menino e curioso que habita no homem experiente e sempre aprendiz; Que tem um olhar para o outro assim como quem cuida de si próprio, porque sabe de que matéria é feita a vida.


Por Darcila Rodrigues


O ACADÊMICO E A CONFRATERNIDADE

Dos amigos não é lícito exigir nada que lhes seja prejudicial ou importe em renúncias a que outros não perdoariam. Tal é  caso da presença no ato de minha posse acadêmica na área de letras. Deram-me a alegria da presença e a emulação com que (sempre) concorrem pelo simples comparecimento e pela energização que esta espécie de amor nos lega. É notório quando isto ocorre: o coração baqueia e se desmancha. Porque o carinho em mim é quotidiano. É talvez por esta necessidade que tanto falo em fraternidade entre o humano ser. À ocorrência do abraço do semelhante, sinto a Confraternidade como um bem necessário: o sangue para viver o bem e o mal. E assim a felicidade corre em meu ser tão precário. E me fazem feliz como um bebê que recebeu o leite na mama do Absoluto, ainda no ninho original de Pacha Mama.

Do livro inédito O CAPITAL DOS DIAS, 2014.
http://www.recantodasletras.com.br/mensagens/4943615

Joaquim Moncks